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Ecologia Aplicada

Publicado em 12/09/22 09:15 , Atualizado em 12/09/22 10:11 | Acessos: 2504

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA APLICADA

Como é a nossa pós-graduação?

O mestrado e o doutorado são programas de formação de pesquisadores capazes de identificar problemas de relevância científica, lidar com incertezas, sintetizar informações, pensar criticamente, gerar soluções criativas para problemas socio-ambientais, comunicar claramente suas descobertas e mediar a educação das próximas gerações. O desenvolvimento dessas habilidades ocorre ao mesmo tempo em que você se especializa em uma área de conhecimento e explora as fronteiras do saber nessa área. Doutorandos vão responder perguntas e propor soluções para questões as quais ninguém tem a resposta!

Todas as habilidades desenvolvidas durante uma pós-graduação são amplamente transferíveis para qualquer tipo e forma de atuação profissional. Certamente você será um profissional melhor e mais confiante se fizer uma pós-graduação. Terá mais conhecimento sobre Ecologia, em especial Ecologia Aplicada, e estará mais preparado para lidar com novos desafios profissionais.

A Ecologia está inserida hoje em todos os grandes desafios da humanidade e permeia todos os setores profissionais. Empresas, governos e cidadãos buscam a sustentabilidade das suas ações e processos, seja utilizando as vias da certificação ambiental, prevenção, remediação ou biorremediação de impactos, restauração, sequestro de carbono etc. Conhecimentos em Ecologia aplicados aos grandes desafios ambientais são fundamentais para a descoberta e implementação de soluções que reduzam os impactos antrópicos nos ecossistemas e garantam um meio ambiente saudável para todos.

Sobre o Programa

A Pós-Graduação em Ecologia Aplicada da Universidade Federal de Lavras (PPG Ecologia Aplicada) forma profissionais com conhecimentos ecológicos amplos e aplicados para atuação na área ambiental, tanto no setor privado quanto público, como pesquisadores, analistas, assessores, consultores, cientistas de dados ambientais e docentes.

Os programas de mestrado e doutorado são abertos a profissionais formados em todas as áreas do conhecimento que buscam uma formação acadêmica integradora e interdisciplinar. O PPG Ecologia Aplicada incentiva os discentes a produzirem e sintetizarem conhecimentos técnicos e científicos para a efetiva conservação e manejo sustentável dos recursos naturais, para a busca de soluções para os problemas ambientais dos setores econômicos estratégicos para a sociedade brasileira e para desenvolvimento e implementação de políticas públicas baseadas em evidência científica. O PPG Ecologia Aplicada visa também a formação de profissionais capazes de conceber, planejar e executar pesquisas que viabilizem o desenvolvimento econômico em bases sustentáveis. Essas pesquisas devem atender às diferentes demandas da sociedade, contemplando as mudanças recentes no paradigma da conservação de recursos naturais em um cenário onde a bioeconomia se torna cada vez mais importante.

Até o início de 2022 PPG já tinha formado mais de 150 mestres e mais de 25 doutores em Ecologia Aplicada, desde sua criação em 2005. Atualmente o PPG mantém um grupo anual de 60 a 70 discentes matriculados entre os cursos de mestrado e doutorado.

Infraestrutura

A sede do Programa na Universidade Federal de Lavras tem uma área construída de cerca de 3.500 m² que inclui laboratórios de pesquisa, laboratórios de triagem, salas de aula, anfiteatro, gabinetes e escritórios para docentes e discentes, salas de reunião e almoxarifado. O prédio é hoje acessível a pessoas com mobilidade reduzida e cadeirantes. É um compromisso do Programa oferecer espaço de trabalho de qualidade para todos os discentes do programa, incluindo laboratórios e escritórios. Além da sede, o programa também conta com laboratórios de docentes em outros departamentos e universidades.

Toda a sede conta com internet fibra ótica cabeada e wi-fi em todas as salas, escritórios e laboratórios e toda a comunidade acadêmica tem acesso ao G Suite for Education com ferramentas online de colaboração, e-mail, bate-papo, agenda, compartilhamento de dados e ambientes virtuais de aprendizagem, além de capacidade de utilização e armazenamento ilimitadas.

Orientadores e Linhas de pesquisa

Docente

Linha(s) de pesquisa

Contato / CV / Redes Sociais

Alessandra Angélica De Padua Bueno

Crustáceos limnicos

alebueno@ufla.br

Bernard Josiah Barlow

 

josbarlow@gmail.com

Carla Rodrigues Ribas

 

crribas@ufla.br

Clara Bentes Grilo

Ecologia de Estradas

clarabentesgrilo@gmail.com

Eduardo van den Berg

Ecologia e Conservação em áreas de uso antrópico

evandenb@ufla.br

Julio Louzada

Ecologia e conservação de insetos

jlouzada@ufla.br

Larissa Fonseca Andrade Vieira

Eco-geno-toxicologia e Prospecção de efeitos de poluentes ambientais

larissa.vieira@ufla.br

Lucas Del Bianco Faria

Ecologia de interações e redes

lfaria@ufla.br

Luiz Fernando Silva Magnago

 

luiz_fsm@hotmail.com

Marcelo Passamani

Ecologia e Conservação de Mamíferos

mpassamani@ufla.br

Marconi Souza Silva

Ecologia de invertebrados em ambientes subterrâneos

marconisilva@ufla.br

Maria Fernanda Gomes Villalba Penaflor

Ecologia química

fernanda.penaflor@ufla.br

http://lattes.cnpq.br/3129641007207976

Marina Wolowski Torres

 

marina.wolowski@gmail.com

Paulo Dos Santos Pompeu

Ecologia de peixes

pompeu@ufla.br

Rafael D. Zenni

Ecologia de ecossistemas com foco em estudos de ecossistemas urbana e ciclos de carbono visando a redução das emissões de gases de efeito estufa

rafael.zenni@ufla.br

CV: http://lattes.cnpq.br/9587201169577748

Twitter: @rafazenni

Renata Dias Françoso Brandão

Biogeografia, ecologia vegetal e conservação

renata.francoso@ufla.br

Renato Gregorin

Ecologia de mamíferos

rgregorin@ufla.br

Reuber Albuquerque Brandão

 

reuberbrandao@gmail.com

Rodrigo Lopes Ferreira

Biologia Subterrânea

drops@ufla.br

Ronald Zanetti Bonetti Filho

Ecologia de formigas

zanetti@ufla.br

Yasmine Antonini

Interações animal-planta em sistemas de alta montanha

Hymenoptera como ferramenta para monitorar contaminação atmosférica

antonini@ufop.edu.br

Estrutura curricular

O PPG Ecologia Aplicada oferece uma estrutura curricular ampla e flexível que parte das seguintes premissas:

  • A ciência hoje é universal e a formação de mestres e doutores deve estar alinhada ao contexto científico global.
  • A comunicação científica é hoje tão importante quanto o fazer científico.
  • A ampla disponibilidade de conhecimento em bases e repositórios online transformou o papel docente. A transmissão de conteúdo é hoje menos importante do que o ensino do senso crítico e da capacidade de síntese e inovação.
  • O conhecimento científico só tem valor a partir do momento em que está publicado e disponível à sociedade.
  • Mestrandos, Doutorandos e pós-doutorandos são profissionais da ciência.
  • A atividade científica é, em essência, uma atividade coletiva e a formação de cientistas deve refletir esta coletividade.
  • A formação científica deve ser baseada na vivência e na experimentação. Atividades meramente explanatórias tem alcance limitado.
  • A ciência é uma expressão social e, por isso, as publicações têm peso de fato social potencialmente alterador da realidade que se apresenta.
  • O foco do Programa de Pós-Graduação é a formação discente.

São oferecidas disciplinas obrigatórias de formação ampla em Ecologia Aplicada: Tópicos Fundamentais em Ecologia Aplicada e Projetos em Ecologia Aplicada. As demais disciplinas, todas eletivas, incluem ecologia de campo, análises de dados ecológicos, escrita científica, desenvolvimento profissional, divulgação científica, natureza do pensamento científico, além de um amplo leque de cursos especializados. O PPG também oferece a possibilidade para os próprios discentes escolherem temas para ofertas de disciplinas moldadas ao interesse de um grupo específico de estudantes.

As atividades de qualificação focam no desenvolvimento de conhecimentos avançados em uma área de conhecimento relacionada ao projeto de pesquisa do discente bem como no desenvolvimento de habilidades de síntese científica e comunicação.

Laboratórios

Conheça alguns dos nossos projetos no MURAL DA ECOLOGIA APLICADA: https://padlet.com/rafaelzenni/1zv2fuw46jnxccj5

Laboratório de Diversidade e Sistemática de Mamíferos

Professor responsável: Renato Gregorin (rgregorin@ufla.br)

O Laboratório de Diversidade e Sistemática (LADISMA - https://cmufla.wixsite.com/ladisma ) tem uma ampla abrangência de linhas de pesquisa e de estrutura. Em termos de espaço físico é composto por diversas salas de estudo e análise de material, almoxarifado para armazenar um bom montante de materiais e equipamentos, e vinculado diretamente a ele, está a Coleção de Mamíferos da UFLA- CMUFLA) com cerca de 5.000 exemplares depositados além de coleção de tecidos, ectoparasitos e conteúdo estomacal, que que permite diversos estudos em ecologia.

Em termos de linhas de atuação em ecologia, o Laboratório está mais focado nas diversas áreas da ecologia de morcegos, incluindo, padrões de diversidade, modelagem espacial, padrões de movimentação usando radiotelemetria e análise de fluxo gênico, traços funcionais, ecologia de paisagem, redes de interação (mutualística e antagonistas) e bioacústica. Destaca-se o recente emprego de metodologias como redes de dossel, e principalmente a radiotemetria e biacústica para o refinamento de dados ecológicos que podem ser aplicados a estudos de licenciamento ambiental. Outro destaque é a integração dos estudantes em ecologia com aspectos relacionados à sistemática e evolução, devido relação direta com a CMUFLA.

Laboratório de Ecologia de Peixes

Professor responsável: Paulo Santos Pompeu (pompeu@ufla.br)

O Brasil é o país mais rico em espécies de peixes de água doce, com mais de 3 mil espécies descritas. Isto se deve, dentre outros fatores, à sua vasta extensão territorial e uma rede hidrológica complexa, que compreende algumas das maiores drenagens do mundo. Ao mesmo tempo, os ambientes de água estão entre os mais ameaçados. No Brasil, os principais impactos estão relacionados às mudanças no uso do solo, barramentos e despejos de esgotos doméstico e industrial.

No laboratório de ecologia de peixes da UFLA, buscamos conhecer melhor diferentes aspectos da ecologia dos peixes de água doce, compreender os impactos a que são submetidos e propor medidas que aumentem a sua possibilidade de conservação em longo prazo.

Trabalhamos com diferentes abordagens, dentre elas:

- Levantamento e descrição da diversidade e seus padrões;

- Estudo dos padrões migratórios de espécies brasileiras, fazendo uso de tecnologias como a rádio telemetria e química de otólitos;

- Estudo da distribuição espacial da fauna de peixes na bacia do rio das Velhas, buscando entender as mudanças a partir do tratamento dos esgotos da região metropolitana de Belo Horizonte;

- Compreensão dos impactos de grandes desastres ambientais, como o rompimento das barragens de mineração em Brumadinho e Mariana;

- Ecologia isotópica de peixes, utilizando-se desta ferramenta para melhor compreender os efeitos de diversos impactos ambientais sobre o fluxo de energia dos rios;

- O uso de peixes como indicadores ambientais, através da proposição de índices de integridade biótica e da avaliação do ambiente físico de riachos;

- Uso de novas tecnologias integrativas para a monitoramento de peixes, como sonares acústicos e DNA ambiental.

Laboratório Sinergias

Professor responsável: Rafael D. Zenni rafael.zenni@ufla.br

A urbanização está aumentando globalmente a taxas sem precedentes. Cidades hoje cobrem cerca de 3% da superfície terrestre do planeta e abrigam mais de 50% da população humana mundial. No Brasil, 85% da população vive em áreas urbanas. As áreas urbanas estão se expandindo mais rapidamente do que as populações urbanas e a maior parte do crescimento é projetada para hotspots de biodiversidade. As cidades também estão cada vez mais interconectadas e as pessoas estão cada vez mais dependentes da infraestrutura urbana. Diferentemente dos ecossistemas naturais, os ecossistemas urbanos são construídos sobre materiais feitos pelo ser humano e têm um forte contexto cultural e político. À medida que as áreas urbanas continuam a crescer, física e demograficamente, novas questões surgem para a Ecologia pois a maior parte de nossa compreensão do mundo natural vem do estudo de ecossistemas naturais.

Com o objetivo adquirir conhecimentos relevantes para preencher lacunas de conhecimento sobre a ecologia nas cidades, o Laboratório Sinergias estuda diferentes aspectos das dinâmicas ecológicas nas cidades, incluindo:

  • Ciclo do carbono e fluxo de energia nas cidades em comparação com ecossistemas naturais e agroecossistemas,
  • Traços funcionais para entender como plantas respondem ao ecossistema urbano,
  • Interrelação entre as plantas e o solo nas cidades, e
  • Interrelação entre as plantas e os animais nas cidades.

Estes conhecimentos poderão ser usados na elaboração e implementação de projetos e políticas públicas mais eficazes para a promoção da biodiversidade urbana e seus serviços ecossistêmicos relacionados.

Laboratório de Eco-geno-toxicologia e Citogenética DEC/UFLA

Professora responsável: Larissa Fonseca Andrade Vieira larissa.vieira@ufla.br

O crescimento contínuo da população, resulta no aumento da produção de rejeitos domésticos e industriais bem como o consumo de agroquímicos que, em conjunto, são fontes notáveis de poluentes nos ecossistemas. Neste sentido há a necessidade de monitorar os ambientes que recebem essas diferentes fontes poluidoras identificando, apontando, quantificando e entendendo os efeitos dos potenciais poluentes ambientais. Para tanto, utilizamos ensaios com modelos biológicos que funcionam como ferramentas para analisar o risco eco-toxicológico de substâncias potencialmente tóxicas para o ambiente.  

 Dentre as atividades rotineiras das pesquisas que são atualmente realizadas no Laboratório de Eco-geno-toxicologia e Citogenética destaca-se:

  • Seleção de espécies vegetais modelos para estudos de efeitos de poluentes ambientais;
  • Determinação de protocolo de germinação e desenvolvimento inicial de modelos vegetais visando padronização normatizada tipo ABNT;
  • Avaliação de fito-toxicidade de agroquímicos em modelos vegetais;
  • Estudo de efeitos eco-toxicológicos de solos contaminados de áreas de mineração através de ensaios com modelos vegetais;
  • Monitoramento de poluição ambiental através de ensaios vegetais como suporte técnico para relatórios de perícias judiciais;
  • Teste de micronúcleo em células F1 de ponta de raiz de Allium cepa (cebola) para determinação da mutagenicidade de poluentes ambientais;
  • Prospecção de efeitos de poluentes ambientais e produtos naturais no ciclo celular de Allium cepa (cebola);

O laboratório de Eco-geno-toxicologia e Citogenética iniciou suas atividades recentemente no novo Prédio do Departamento de Ecologia e Conservação e conta com bancadas de trabalhos, balanças analíticas, câmara de germinação, microscópios de luz e microscópios estereoscópico, geladeira duplex e freezer. Além disso possui uma sala reservada para análises de materiais contaminados.  

Laboratório de Limnologia e Carcinologia – DEC/UFLA

Professora responsável: Alessandra Angélica de Pádua Bueno (alebueno@ufla.br)

O Brasil possui as maiores reservas de água doce da América do Sul. Estes ambientes, entretanto, vêm sendo impactados pelo desmatamento, pesca predatória, agricultura intensiva, turismo desorganizado e poluição, dentre outros. Existem ainda muitas espécies de crustáceos desconhecidas nestes ambientes e muito importantes sob o ponto de vista ecológico.

Destaca-se dentre os crustáceos límnicos os anfípodos do gênero Hyalella e os camarões Macrobrachium que desempenham um importante papel nas cadeias tróficas dos ecossistemas aquáticos, possibilitando a transferência de energia dos produtores para níveis tróficos mais elevados.

Devido às pressões antrópicas que sofrem, do contínuo e desenfreado uso para a sobrevivência humana, da necessidade urgente de criação de medidas de conservação e da carência de conhecimento da diversidade, são necessários trabalhos que estudem os ecossistemas dulcícolas, principalmente os que ocorrem em latitudes tropicais. Além disso, qualquer estudo que aborde a ecologia, biologia, taxonomia e outros aspectos dos invertebrados aquáticos de água doce, irá contribuir substancialmente com a conservação dos ecossistemas dulcícolas, bem como de toda sua biodiversidade.

Neste sentido, o Laboratório de Limnologia e Carcinologia desenvolve pesquisas que visam:

- Descrever e identificar espécies do gênero Hyalella

- Estudar aspectos ecológicos e de conservação dos crustáceos de água doce, principalmente de anfípodes e camarões

- Avaliar a diversidade dos invertebrados aquáticos visando a conservação dos ecossistemas

Laboratório de Biodiversidade - Universidade Federal de Ouro Preto

Professora responsável: Yasmine Antonini – antonini@ufop.edu.br

O Brasil é um país megadiverso e entender como as espécies de distribuem e qual a influência das alterações antrópicas e mudanças climáticas sobre a biodiversidade é importante para promover ações de conservação e planejamento ambiental. Assim, os estudos de comunidades, mais precisamente de interações ajudam a entender por que e com quem as espécies interagem. Entender como as comunidades de plantas e seus organismos associados interagem, em sistemas de montanha, pode ajudar a fazer previsões, por exemplo, sobre o impacto do aumento da temperatura na fenologia dos organismos e consequente rompimento das interações. Além disso, utilizando himenóptera como monitores ambientais, podemos avaliar o impacto dos poluentes na cadeia alimentar da qual himenóptera faz parte e os efeitos em cascata causados pelo desaparecimento de um dos elos da cadeia.

Laboratório de Ecologia Vegetal

Professor responsável: Eduardo van den Berg (evandenb@ufla.br)

No Laboratório de Ecologia Vegetal temos investido fortemente na ecologia e conservação da biodiversidade e dos processos ecossistêmicos em paisagens dominadas pela produção agropecuária. Cerca de 80% da área Mata Atlântica original se encontra hoje transformada em pastagens e áreas agrícolas, cidades e reservatórios artificiais. Grandes extensões contínuas naturais são muito raras nessa região, encontrando-se, em sua boa parte, em áreas protegidas. No entanto, nas propriedades rurais, dispersos na matriz de produção, há ainda muitos elementos que compõem e mantêm a biodiversidade original. A linha de pesquisa principal do Laboratório é vinculada a esses elementos. Temos trabalhado com pequenos fragmentos florestais (≤10 ha), elementos lineares formados pela colonização natural de cercas e valos de divisa, e árvores nativas isoladas em pastagens e áreas agrícolas. Chamamos tais remanescentes da diversidade de Pequenos Elementos da Paisagem (PEPs). Os PEPS são fundamentais à conservação da Mata Atlântica, seja na promoção de conectividade da paisagem, seja na própria preservação do que resta desse hotspot de diversidade.

Entre as principais perguntas que temos procurado responder a respeito da ecologia e conservação dos PEPs estão: como é a estrutura, diversidade, funcionamento e dinâmica dos PEPS ao longo do tempo? Que fatores contribuem para a sua conservação, expansão ou redução? Qual o papel desses elementos nos serviços ambientais e socioeconômicos? Como a distribuição, estrutura e composição dos PEPs mudam ao longo do tempo? Qual o papel dos PEPs para o fluxo de organismos e fluxo gênico nas paisagens? Como os produtores e proprietários interagem com os PEPs e qual o papel dessas interações na sua conservação?

Laboratório de Ecologia de Formigas

Professor responsável: Ronald Zanetti Bonetti Filho (zanetti@ufla.br)

As formigas são organismos abundantes e diversos na maioria dos ecossistemas terrestres. Mais de 12 mil espécies foram descritas no mundo e o Brasil possui grande parte delas. As formigas participam de diversas e importantes funções ecológicas essenciais à manutenção dos ecossistemas, como ciclagem de nutrientes e carbono no solo, dispersão de sementes, regulação da população de plantas e animais, bioturbação do solo, entre outros, podendo serem utilizadas como bioindicadores em programas de monitoramento e avaliação ambiental; foco dos estudos do nosso laboratório.

No laboratório de ecologia de formigas da UFLA, buscamos conhecer aspectos da biologia e ecologia de formigas e utiliza-las como bioindicadores em programas de monitoramento e avaliação ambiental em sistemas naturais e agrossistemas. Trabalhamos com diferentes abordagens, dentre elas: levantamento e descrição da diversidade e seus padrões; distribuição espacial, compreensão dos impactos de agrossistemas, uso de formigas como indicadores ambientais e de práticas de manejo. Além disso, estudamos o efeito da variação de temperatura sobre a biologia e ecologia de formigas cortadeiras, principalmente na atividade de forrageamento e acumulação de biomassa e carbono nas plantas e no solo.

Laboratório de Ecologia e Conservação de Mamíferos (LECOM)

Professor responsável: Marcelo Passamani (mpassamani@ufla.br)

Grande parte dos ecossistemas terrestres estão impactados devido a conversão de habitats naturais, que altera a paisagem e promove diferentes respostas das espécies de mamíferos ao novo tipo de matriz dominante. Como algumas espécies de mamíferos desempenham importantes funções no ecossistema, entender como estes processos são alterados em paisagens dominadas por culturas agrícolas é uma das principais linhas de pesquisa do Laboratório de Ecologia e Conservação de Mamíferos (LECOM).  Assim, buscamos avaliar diferentes aspectos da ecologia de mamíferos nas paisagens atuais, possíveis impactos criados e propor medidas de conservação em médio e longo prazo. Algumas as principais abordagens são:

  • Determinar o papel dos remanescentes florestais na manutenção da diversidade de mamíferos em nível de paisagem;
  • Compreender como elementos florestais lineares (corredores) podem contribuir para a conservação da biodiversidade;
  • Avaliar como as espécies de mamíferos exploram as matrizes de cultura de café e pastagem nas paisagens;
  • Determinar o uso do espaço por rádio-telemetria em espécies de mamíferos em áreas fragmentadas e não fragmentadas;
  • Entender os conflitos entre homens e mamíferos nas paisagens modificadas e propor medidas de manejo e conservação

Ecologia de Estradas

Docente responsável: Doutora Clara Grilo (clarabentesgrilo@gmail.com)

A construção e ampliação de rodovias geram muitos impactos sobre a vida silvestre. Embora os efeitos negativos das rodovias estejam bem documentados, muita informação é ainda escassa sobre quais as espécies mais vulneráveis aos efeitos negativos das rodovias e onde devem ser aplicadas as medidas de mitigação.

Para tal, temos desenvolvido várias linhas de estudo que pretendem preencher as lacunas de informação em várias partes do mundo sobretudo na América Latina, Europa e Ásia:

 - Análise dos efeitos diretos e indiretos das rodovias sobre a fauna;

 - Avaliação do risco de extinção local associado aos atropelamentos;

 - Identificação dos corredores ecológicos para a implementação de medidas de mitigação;

- Características das rodovias e da paisagem que promovem o atravessamento nas rodovias.

 Estas linhas de pesquisa têm sido desenvolvidas em conjunto com pesquisadores internacionais (ex: Dr. Tony Clevenger -The Western Transportation Institute, EEUU; Prof. Jochen Jaeger - Concordia University, Canadá, Nathan Shumaker U.S. Environmental Protection Agency, EEUU) que têm co-orientado algumas das teses dos alunos de mestrado e doutorado permitindo publicar em revistas de renome internacional.

Laboratório de Ecologia Química das Interações Inseto-Planta (LEQIIP)

Professor responsável: M. Fernanda Peñaflor (fernanda.penaflor@ufla.br)

As plantas são seres sésseis, mas muito bem adaptados para suportarem os estresses do meio. Os artrópodes herbívoros são uns dos inimigos mais temidos das plantas, que estão sintonizadas para contra-atacar a qualquer momento. Ao serem danificadas por insetos, as plantas não só intensificam a produção de um arsenal químico complexo e deletério aos herbívoros, como também emitem odores que são detectados pelos inimigos naturais dos herbívoros. Nessa guerra, as plantas aliam-se aos inimigos de seus inimigos (os predadores e parasitoides dos herbívoros). Mas, as interações químicas dessa batalha não param por aí. As plantas são capazes de detectar odores e se preparar até antes da batalha iniciar. Ao detectarem odores dos insetos herbívoros (ex: feromônios sexuais), e das plantas vizinhas sob herbivoria, elas já ativam uma cadeia de reações bioquímicas que as preparam para se defenderem mais rápido à herbivoria. Por outro lado, há artrópodes herbívoros que estão no domínio da batalha química e conseguem “desligar” o sistema de defesa química das plantas hospedeiras também por meio de químicos e microrganismos de sua saliva. Esse entendimento sobre o papel dos metabólitos de plantas em moldar as interações entre plantas e insetos abre perspectivas para o desenvolvimento de novas táticas sustentáveis para o manejo de insetos pragas. O LEQIIP investiga questões sobre como a herbivoria, patógenos de plantas e práticas agrícolas podem moldar interações antagônicas e mutualísticas entre plantas e insetos do segundo e terceiro nível trófico em ecossistemas agrícolas. Para responder a essas questões, empregamos métodos de estudo comportamental e biológico, análises químicas e fisiológicas da planta com parcerias nacionais e internacionais. O Laboratório conta com financiamento da FAPEMIG e CNPq. Conheça mais a nossa pesquisa acessando o site do LEQIIP: https://sites.google.com/view/lab-ecologia-quimica

Laboratório de Ecologia e Conservação de invertebrados (LECIN)

Professor responsável: Julio Louzada

Os invertebrados, em especial os insetos, compõe grande parte da biodiversidade animal dos ecossistemas terrrestres e aquáticos. Em nosso grupo de pesquisa procuramos verificar as respostas de insetos a mudanças provocadas pelo homem nos sistemas naturais. Em especial verificamos mudanças que dizem respeito ao distúrbio, remoção e/ou substituição de florestas e savanas neotropicais.  Os distúrbios mais frequentemente analizados são aqueles provocados por queimadas, corte seletivo de árvores e uso de pesticidas. No que tange a remoção e substituição avaliamos efeitos da fragmentação florestal e a substituição desses sistemas nativos por cultivos anuais e perenes.

Utilizamos como modelo de estudo os besouros rola-bosta (Scarabaeinae). São insetos que desempenham funções de remoção de fezes, controle de moscas, dispersão secundária de sementes e, portanto, estão intimamente ligados ao funcionamento dos ecossistemas. Além disso, o grupo apresenta grande diversidade de espécies em sistemas naturais florestais e nos savânicos, o que permite sua utilização como indicadores de distúrbios antrópicos.

Atualmente temos projetos de pesquisa em andamento tanto em áreas de floresta atlântica quanto no cerrado, em suas condições conservadas e sob influência antrópica.  Verificamos aspectos que vão da autoecologia de espécies até comunidades em nível de paisagem.

Se ainda não está convencido, por que mais O PPG Ecologia Aplicada é um ótimo lugar para sua pós-graduação?

Em 2022, Lavras foi considerada a 5ª melhor cidade para se viver em Minas Gerais, se destacando pelo bom nível educacional da sua população e a boa qualidade de vida que oferece a seus moradores. Com pouco mais de 100 mil habitantes, é uma cidade tranquila de se viver. O clima é ameno, com temperaturas amenas o ano todo, verão chuvoso e inverno seco. A cidade é bastante adensada e, se por um lado são poucas as áreas verdes dentro da cidade, por outro lado a movimentação pelo centro da cidade, incluindo a UFLA, torna o uso do carro opcional. A ausência de áreas verdes dentro da cidade pode ser facilmente compensada pela proximidade às áreas rurais e naturais com inúmeras trilhas e cachoeiras.

Para os fins de tardes e noites, Lavras oferece excelentes bares, cafés e restaurantes com uma excelente e variada gastronomia. Se não quiser sair de casa, é só pedir no Aiqfome que te entregam qualquer coisa rapidinho. Eventos gastronômicos e culturais na praça central também são frequentes, incluindo música, teatro, comidas e cervejas.

Para saber um pouco mais:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Lavras

https://cops.ufla.br/cidade-lavras

https://youtu.be/cqnQUc9GeXg